quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quem quer, dá !


Silêncio?
Com coerência entre o diálogo e as atitudes.

Liberdade?
Quando se está disposto a dar, em igualdade de direitos e de deveres, na mesma medida que se deseja e recebe.

Espaço?
Quando se sente preso e/ou sufocado.

Eu dou.
É dando que se recebe.
Fico em silêncio, livre, com espaço e com direito de fazer o mesmo. 

Remendando/reescrevendo A DOR




A dor é como um buraquinho numa camisola velha.
Existe, uma malha caída, está lá e pode manter-se assim por muito tempo.

O tempo passa e fingimos que não damos por nada ... que está tudo perfeito.

Um dia,
alguém ou nós próprios,
tocamos,
apalpamos,
apertamos,
mexemos,
remexemos,
procuramos...
entramos em busca do pedaço em falta.
Primeiro, esgravatamos com a unha,
depois com o dedo,
vai a mão,
vão as duas!

Buscamos no vazio...
na escuridão,
na dor,
no coração,
no corpo inteiro.
e...
abre-se a ferida.

O que antes era um mísero buraquito,
passa a ser um buracão do tamanho da camisola
,
da camisola que era...

No meu caminho


Caminhando descalça, passo firme, cabeça erguida!
O que passou... ficou atrás.
Vem a onda... apaga a pegada,
Vem o vento ... leva o perfume,
Vem o tempo ... e ... leva a saudade.

Foto@Google

Em busca dos sonhos...



Vou, pelos meus pés!

Foto@Google

Pedra no sapato?



Tira a pedra ou deita fora o sapato!
Antes descalça do que magoada.

Foto@Google

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"O que há em mim é sobretudo cansaço "



"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço... "

Poema de Fernando Pessoa
Foto@Google

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Desfeita



Perder dois colegas de trabalho na mesma semana é muito difícil.

O Francisco P. de uma forma trágica e inesperada aos 55 anos.

Hoje partiu a Fátinha... a sua morte já estava anunciada... mas nunca estamos preparados para ver partir uma amiga. 54 anos. Mulher, Mãe, Forte, Lutadora! Recordarei para sempre o seu sorriso e boa disposição apesar das adversidades da sua vida.
Saudade...

Foto@Google