quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tristezas não pagam...


Há dias assim...

Há dias em que a vida nos cobra:
decisões tomadas,
escolhas.

Há dias em que o preço a pagar é demasiado!

Sempre que o custo é relativo aos filhos,
é difícil de suportar.
Paga-se com lágrimas, com dor.

Os filhos são deles próprios,
não nos pertencem.
Não podemos rasgá-los ao meio,
Não podemos cloná-los,
Não podemos querê-los só para nós.

É um esforço diário:
despedir de um dia,
dar as boas vindas a outro dia.

Há vazios que não se preenchem.
Há feridas que não saram.

A dor é como um buraquinho numa camisola velha.
Pode estar lá e manter-se por muito tempo.
Um dia,
alguém,
nós próprios,
tocamos,
apertamos,
mexemos, remexemos...
procuramos,
entramos em busca do que perdemos,
primeiro um dedo...
vai a mão inteira..
as duas mãos...
buscam no vazio...
na dor,
na ferida,
o coração,
o corpo inteiro.
e...
o que antes era um mísero buraquito,
passa a ser um buracão do tamanho da camisola, que era...

Só dor,
Só tristeza,
SOLIDÃO.

Desistir não é uma opção.

De novo juntando...
grão a grão,
pedra a pedra,
dia a dia...
Há que aprender a viver dividida,
repartida.

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