terça-feira, 7 de dezembro de 2010

sem mordaça / amordaçado


Antes viver só,
Estar calado por não ter com quem falar,
Do que viver amordaçado;
Do que viver com quem não escuta,
com quem não quer ouvir.

Há quem queira partilhar só o que lhe convém.
Falar só o que quer escutar;
Falar por falar;
Falar muito e não dizer nada.
Quem fala muito e não escuta os outros,
acaba falando sózinho.
Acaba ficando: sózinho!

A vida é curta,
demasiado curta.
Não devemos deixar nada por dizer.
As palavras amontoadas dentro de nós,
causam dor,
causam feridas: uma doença incurável.

É no diálogo que se criam afinidades,
que se limam arestas,
que se partilha,
que se cresce,
que se compreende,
que se AMA.

Monólogos, NÃO!
Calar, NÃO!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PELA METADE (a minha)



*
Lar;
Amor;
Saúde;
Férias;
Rir muito;
Surpresas;
Viagens, sol;
Ternura e Carinho;
Estar Apaixonada;
Abraçar, Beijar, Amar;
Um olhar especial, sorrisos;
Conversar, Ouvir Música, Dançar;
Ver o nascer e o por do sol;
Passar de mãos dadas; Ir á praia, ver o luar;
Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora;
Tranquilidade, Relação estável
Família, aniversários;
Namorar ao telefone;
Ser avó
Amigos
Natal
Velas
Luzes
Calor

Natal





Este é o 3º Natal do "Resto da minha vida".

O primeiro sem a minha querida mãe.

O primeiro na MINHA casa, no meu LAR.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

É HORA


De
Dar
Um
Passo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tristezas não pagam...


Há dias assim...

Há dias em que a vida nos cobra:
decisões tomadas,
escolhas.

Há dias em que o preço a pagar é demasiado!

Sempre que o custo é relativo aos filhos,
é difícil de suportar.
Paga-se com lágrimas, com dor.

Os filhos são deles próprios,
não nos pertencem.
Não podemos rasgá-los ao meio,
Não podemos cloná-los,
Não podemos querê-los só para nós.

É um esforço diário:
despedir de um dia,
dar as boas vindas a outro dia.

Há vazios que não se preenchem.
Há feridas que não saram.

A dor é como um buraquinho numa camisola velha.
Pode estar lá e manter-se por muito tempo.
Um dia,
alguém,
nós próprios,
tocamos,
apertamos,
mexemos, remexemos...
procuramos,
entramos em busca do que perdemos,
primeiro um dedo...
vai a mão inteira..
as duas mãos...
buscam no vazio...
na dor,
na ferida,
o coração,
o corpo inteiro.
e...
o que antes era um mísero buraquito,
passa a ser um buracão do tamanho da camisola, que era...

Só dor,
Só tristeza,
SOLIDÃO.

Desistir não é uma opção.

De novo juntando...
grão a grão,
pedra a pedra,
dia a dia...
Há que aprender a viver dividida,
repartida.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

VaZio

V
A
Z
I
O

Há dias assim

domingo, 12 de setembro de 2010

SAUDADE - 6 meses depois


Corta-se o cordão umbilical
mas há laços que perduram para sempre.





Embalada, amada.
Gatinhando,aprendendo.
Ganham-se asas:

Voar!

Em cada vôo,
Há sempre um retorno ao ninho
Em busca de uma migalha:
pão,
força,
elogio,
carinho,
companhia,
uma asa amiga,
protectora, boa ouvinte
compreensiva, tolerante...

Um dia...
Quem cuidou, precisa de cuidados
(é o reverso da medalha).

Até que um dia...
Fica o amor, a saudade.